quarta-feira, 5 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Friedrich Nietzsche citou

Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar. 
                       - Friedrich Nietzsche

Albert Einstein citou

Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa.
                         - Einstein 

Platão citou

Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa.
                     -Platão 

Aristóteles

O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.
                                  -Aristóteles

Pitágoras citou

Escuta e serás sábio. O começo da sabedoria é o silêncio. 
                                      -Pitágoras

Confúcio citou

Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.
           -Confúcio

domingo, 2 de junho de 2013

Érico Veríssimo citou

Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.
                                                        - Érico Veríssimo

Justin Bieber citou

Minha mensagem é que você pode fazer qualquer coisa se você colocar isso na cabeça. Eu cresci abaixo da linha da pobreza, eu não tive tanto quanto as outras pessoas. Acho que isso me fez mais forte como uma pessoa, foi o que construiu meu caráter. Agora eu estou em um grau de 4.0, e quero ir para a faculdade e me tornar uma pessoa melhor.
                    -Justin Drew Bieber 


Alguém citou

'Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.'

Caio F. Abreu citou

Se não for hoje, um dia será. Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas para um dia dar certo.
                        -Caio F. Abreu



sábado, 1 de junho de 2013

Gregório cita novamente

Discreta e formosíssima Maria
Discreta e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo claramente,
Na vossa ardente vista o sol ardente,
E na rosada face a aurora fria:

Enquanto pois produz, enquanto cria
Essa esfera gentil, mina excelente
No cabelo o metal mais reluzente,
E na boca a mais fina pedraria:

Gozai, gozai da flor da formosura,
Antes que o frio da madura idade
Tronco deixe despido, o que é verdura.

Que passado o zênith da mocidade,
Sem a noite encontrar da sepultura,
É cada dia ocaso da beldade.

Gregório de Matos citou

Inconstância das cousas da vida
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
 

Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Gonçalves Dias citou

Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em  cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá. 

Canção do exilio, é um famoso poema da Primeira geração romântica. Nele, é visível o nacionalismo, já que idealiza o Brasil. Alusão à pátria distante.

Casimiro de Abreu citou

Meus 8 anos
Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais
 
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais.
 
Como são belos os dias
Do despontar da existência
Respira a alma inocência,
Como perfume a flor;
 
O mar é lago sereno,
O céu um manto azulado,
O mundo um sonho dourado,
A vida um hino de amor !
 
Que auroras, que sol, que vida
Que noites de melodia,
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar
 
O céu bordado de estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !
 
Oh dias de minha infância,
Oh meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã
 
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delicias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha, irmã !
 
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Pés descalços, braços nus,
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
 
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas
Brincava beira do mar!
 
Rezava as Ave Marias,
Achava o céu sempre lindo
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar !
 
Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da, minha infância querida
Que os anos não trazem mais
 
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Lembrem-se, ele tinha apenas 16 anos ao escrever este poema.

Barroco na literatrura

Tanto em Portugal como no Brasil colônia, houve manifestações do barroco na literatura. Foi na época da contrarreforma, acontecia um choque entre valores humanistas, antropocêntricos, e valores teocêntricos. No brasil, eram os tempos do açúcar, o poder estava nas mãos dos senhores de engenho... era este então o contexto histórico.
Caracterizava-se pelo uso de figuras de linguagem, tais como a antítese. Com o uso desta, representava a dualidade, a contradição. Estabelecia-se relações entre a razão e a emoção, a vida e a morte, o espiritual e o carnal...
No Brasil e em Portugal, um importante autor foi Padre Antônio Vieira com seus sermões. Outro importante autor foi Gregório de Matos Guerra.
Gregório, representava-se com três abordagens. As religiosas, onde na maioria das vezes colocava-se como a ovelha pecadora, que arrependida, busca a piedade; a satírica, e com esta ganhou o apelido de 'Boca do Inferno'; e as amorosas. A seguir estão alguns poemas dele:

Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.
A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.
Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.
Oh se quisera Deus que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!

                 Sátira 'Triste Bahia'.

Anjo no nome, Angélica na cara.
Isso é ser flor e anjo juntamente.
Ser Angélica flor e anjo florente,
Em quem senão em vós se uniformara?
Quem vira uma tal flor, que não a cortara,
Do verde pé, da rama, florescente;
E quem um Anjo vira tão luzente
Que por seu Deus o não idolatrara?
Se pois como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu custódio, e a minha guarda,
Livrara eu de diabólicos azares.
Mas vejo que por bela e por galharda,
Posto que os anjos nunca dão pesares,
Sois anjo que me tenta e não me guarda
 
Este é um poema romântico de Matos chamado 'A Dona Ângela. Nos primeiros versos, o autor idealiza a mulher amada a comparando a uma flor e a um anjo. Chegando no final, Gregório, ressalta que, mesmo sendo linda, a mulher 'tenta e não me guarda', ou seja, a abordagem dele é de que a mulher é uma tentação. Com ela, o homem se joga aos pecados, no caso, o sexo.
Era muito presente esses 'dois lados' da mulher. Não importa o quão linda é a moça, quão grande é o amor, ele se renderá aos pecados carnais.